MPT abre inquérito e acompanha depoimentos do caso da babá que pulou de prédio no Imbuí

Foto: Reprodução Google Street View

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu inquérito e está acompanhando os depoimentos à polícia no caso da babá que teria se jogado do terceiro andar de um prédio no bairro do Imbuí, em Salvador, na noite de quarta-feira (25/08). 

Após receber atendimento médico, a jovem que trabalhava há apenas sete dias como babá num apartamento do bairro de classe média prestou depoimento na manhã desta última quinta-feira (26) na 9ª Delegacia Territorial da Boca do Rio. 

A procuradora do MPT Manuella Gedeon esteve no local durante todo o dia e ouviu tanto o relato da babá pela manhã, quanto da empregadora, durante a tarde.

Segundo relatou a babá Raiane Ribeiro, 25 anos, ela teria se jogado para fugir de agressões que teria sofrido no imóvel. Contou que tinha apenas sete dias de trabalho e que caiu ao tentar sair por uma janela do apartamento no terceiro andar. 
Pela tarde, a empregadora, identificada como Melina Esteves França, declarou que Raiane se jogou do basculante do banheiro, onde se trancou depois de se descontrolar e entrar em luta com a patroa, que teria ligado para a central de polícia minutos antes da queda.

Para instruir o inquérito e compreender se há a alegada situação de cárcere privado e maus-tratos, o MPT vai ainda contar com imagens das câmeras de segurança do apartamento, já de posse da Polícia Civil, e do laudo a ser elaborado pela auditoria-fiscal do trabalho. 

Caberá à Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRT-BA) analisar documentos e evidências para apontar os detalhes da relação de trabalho e das condições de tratamento dispensadas à empregada.

A procuradora informou que ouvirá também, no próprio MPT ou na SRT, outras testemunhas dentre as quais há uma outra empregada que estava no imóvel no momento da queda. Também serão ouvidas pessoas que alegam terem trabalhado na mesma residência e terem sofrido maus-tratos semelhantes.

“Os fatos narrados nos depoimentos são extremamente graves, mas não vamos nos precipitar em formar um juízo antes de ouvir todos os envolvidos e colher as provas disponíveis. No curso do inquérito, essas declarações serão verificadas e os fatos serão analisados para que possamos decidir que providências na esfera trabalhista deverão ser adotadas”, finalizou a procuradora.


*Metro1

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