Transmissão no Brasil segue intensa e não é hora de baixar a guarda, diz Opas

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A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, afirmou nesta quarta-feira, 18, que a transmissão da covid-19 no Brasil continua a ser "intensa", portanto não é o momento, segundo ela, de baixar a guarda na pandemia. Por outro lado, ela mencionou, durante entrevista coletiva virtual, que a taxa de ocupação de UTIs no País recuou abaixo de 80% em todos os Estados, o que não ocorria desde novembro.
 
Segundo a Opas, houve quase 20 mil mortes por covid-19 nas Américas, na última semana, com 1,4 milhão de casos.

Etienne afirmou que os registros de doentes pelo vírus aceleram pela América do Norte, diante do avanço da variante delta, inclusive nos Estados Unidos. Ela também mencionou a pressão sobre o sistema hospitalar mexicano, em boa parte do território do país. Já na América do Sul há uma queda em novos casos, comparou. A autoridade ressaltou ainda o salto recente nos casos em alguns pontos do Caribe, como Porto Rico e Cuba.
Questionado sobre a porcentagem de população que precisa estar imunizada para controlar a pandemia, o diretor assistente da Opas, Jarbas Barbosa, disse que essas estimativas continuam a depender de modelos, diante do quadro ainda não resolvido da crise pelo mundo.

Barbosa afirmou que, inicialmente, os primeiros estudos apontavam que 70% da população vacinada poderia ser adequado para controlar transmissão. "Agora, os modelos falam em 80%, 85%", comparou, citando que, para isso, será preciso vacinar também adolescentes "e talvez crianças". "Uma vacinação de 40%, 50% não é suficiente para controlar a transmissão", disse ele, ao tratar do quadro nas Américas.

Ele ainda foi questionado sobre casos de reinfecção pelo vírus. Segundo ele, já está bastante estabelecido pelos cientistas que é possível pegar a doença mais de uma vez, seja do mesmo tipo de vírus ou de outra cepa. Com o avanço da variante delta, a Opas tem visto mais casos em já vacinados, mas Barbosa enfatizou que a vacinação completa continua a ser o melhor meio de se proteger contra a doença, sobretudo em suas formas mais graves.

Em outro momento, o diretor assistente enfatizou a importância de uma comunicação "clara e forte" das autoridades sobre a importância da vacinação, no quadro atual. Barbosa lamentou as notícias falsas sobre os imunizantes e ressaltou que essa não é uma campanha de vacinação normal, no contexto da pandemia.

*Notíciasaominuto/estadãoconteúdo

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