Moradora de condomínio do 'Minha Casa Minha Vida' reclama de conta de luz no valor de R$ 1 mil: 'Pagar como?'

Foto: Reprodução/TV Bahia

Os moradores de um condomínio do programa "Minha Casa Minha Vida", no bairro do Jardim das Margaridas, em Salvador, reclamaram do valor alto da conta de energia.

Segundo a dona de casa Kelly Santos, quando se mudou para o condomínio, há quatro anos, as contas custavam em média R$ 100.

No entanto, ela relatou que em maio deste ano o valor chegou a R$ 546. Nos meses seguintes Kelly não recebeu nenhuma fatura. Já no mês de setembro ela recebeu a conta no valor de R$ 1.070,24.

"Acha que vai tirar de onde? Pagar como? Aí vem, não paga, vai cortar e ficar sem energia. Como vai suprir a necessidade de casa sem energia? Não tem como", disse a dona de casa.
Kelly mora no imóvel com a tia; a filha de cinco anos, que tem microcefalia; o filho, de 11, e uma sobrinha. O marido dela morreu de Covid-19 no início deste ano.

Segundo ela, a renda que recebe é de um auxílio por causa da microcefalia da filha.

"É um absurdo, porque a gente ganha o benefício da criança, paga R$ 1.070 de energia, sobra R$ 30 para fazer o quê?", questionou.
Quem também reclama do valor da conta de energia é a dona da casa Graciliana Alves.

"Tem conta de R$ 180, tem conta de R$ 100, de R$ 168 e não tenho a menor condição de pagar esse valor", disse.

Para a síndica do condomínio, Taiane Carvalho, não há justificava para que esses valores estejam sendo cobrados aos moradores do local.

"Aqui é um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida, então subentende-se que as pessoas deveriam ser cadastradas na tarifa social", comentou.
Por meio de nota, a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) disse que cada situação está sendo analisada individualmente.

Em relação à inclusão das famílias na tarifa social, a Coelba disse que, para ter esse direito, a família precisa estar inscrita no cadastro único para programas sociais do governo federal, ter o Número de Identificação Social (NIS) e uma renda familiar mensal por pessoa "menor ou igual" a meio salário mínimo, independentemente de possuir ou não o bolsa família.

Sobre o corte de energia por falta de pagamento da conta de luz, no caso dos consumidores de baixa renda, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), informou que ele volta a ser permitido a partir de sexta-feira (1º) em todo o país.

Em abril, a Aneel havia suspendido o corte para os beneficiários da tarifa social por causa da crise gerada pela pandemia da Covid-19.


*G1

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