Trabalhadores morrem asfixiados após inalação de fumaça tóxica a 18 metros de profundidade em garimpo no interior da Bahia

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Dois homens morreram após inalarem fumaça tóxica, enquanto trabalhavam em um buraco a 18 metros de profundidade na localidade de Socotó, em Campo Formoso, na região norte da Bahia. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (11) e foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros de Senhor do Bonfim.

A corporação informou que foi acionada e equipes do 9º Grupamento foram enviadas e já encontraram os operários sem vida no poço. Os militares disseram que as vítimas inalaram fumaça no buraco e morreram asfixiados.

Testemunhas disseram que o local funciona como um garimpo clandestino. Para exploração, foi aberto o buraco, conhecido como corte, que teria alagado. Os operários, então, entraram no lugar com o auxílio de uma bomba de sucção para retirar a água e prosseguir o trabalho.

Houve uma pane no motor do maquinário e provocou uma fumaça tóxica no interior do poço. Sem conseguir sair do local, os homens morreram asfixiados.
Os bombeiros retiraram os homens do poço e entraram em contato com o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a remoção do corpo e adoção dos outros procedimentos legais. O caso foi registrado pela Delegacia Territorial de Campo Formoso.

Em contato com o g1, a Cooperativa Mineral da Bahia (CMB), disse, por meio de nota, assinada pelo presidente Humberto Meneses, que o acidente aconteceu em uma área a mais de 8 quilômetros de distância da área que tem Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) junto à Agência Nacional de Mineração (ANM). E que por isso, não tinha conhecimento do funcionamento de lavra clandestina no garimpo de Socotó, que segundo a companhia se encontra paralisado há vários anos.

A CMB afirma que nunca operou naquela região e que atualmente está no processo de legalização e licenciamento. E que somente após as devidas autorizações e a anuência dos referidos órgãos licenciadores poderia explorar a área.

A companhia ainda diz que por não se tratar de área de sua responsabilidade, não tem como informar se as vítimas usavam os devidos EPIs no momento do acidente.

A nota ainda afirma que “a diretoria da CMB preza pela legalidade e busca coibir qualquer lavra ilegal, apurando e punindo qualquer cooperado que descumpra as normas previstas”. Por fim, a companhia lamentou a morte dos trabalhadores e se solidarizou com seus familiares e com o povo do Socotó.


*G1

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