Fator de risco para câncer, a gordura no fígado atinge cerca de 25% da população brasileira

Foto: Reprodução

Cerca de 25%  da população mundial apresenta esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, de origem não alcoólica.

A América do Sul e Oriente Médio lideram ranking das regiões com populações mais impactadas pela condição com cerca de 30% e 32%, respectivamente, de todos os casos no mundo.

Segundo Dr. Ricardo Cárdia, membro do Instituto Brasileiro do Fígado, sobrepeso, sedentarismo e má alimentação (ingestão excessiva de produtos hipercalóricos e ultraprocessados) são algumas causas para a formação gordura no fígado.

“É um problema que não tínhamos. A população brasileira começa a engordar consideravelmente a partir da década de 90. Se formos observar, na geração dos nossos pais quando jovens, não era comum existirem obesos. Cada vez mais jovens entre vinte e trinta anos possuem essa condição no Brasil”, disse Dr. Ricardo.
Uma Pesquisa encomendada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (IBRAFIG) ao Datafolha (setembro 21) indica que 86% dos brasileiros concordam que a gordura no fígado é uma das principais causas para câncer de fígado e 73% concordam que a esteatose é risco para doenças cardiovasculares (como infarto e AVC), porém 56% dos entrevistados informam não realizarem exames para avaliação da saúde do seu fígado.

“O diagnóstico é muito importante. É necessário que as pessoas façam exames de rotina pois eles servem para identificar aqueles que podem evoluir para um problema mais grave”, complementou o Dr.

O Instituto Brasileiro do Fígado alerta que não há tratamento eficaz medicamentoso ou fitoterápico para eliminar a gordura do fígado.

*Metro1

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