Especialistas dizem que a Ômicron pode ser um 'presente de Natal'; entenda

Foto: Stephan Röhl

O epidemiologista Karl Lauterbach, futuro ministro da Saúde da Alemanha, acredita que a falta de indícios de casos graves de Covid-19 e mortes associadas à variante Ômicron podem torná-la um "presente de Natal antecipado", afirmou Karl.  

O pensamento do alemão ganha apoio de outros especialistas, como Anthony Fauci, principal conselheiro do presidente dos EUA, Joe Biden, que classificou os primeiros sinais da não gravidade da variante como “um tanto encorajadores”.

Segundo o jornal O Globo, Fauci acredita  que as 32 mutações identificadas na proteína Spike — usada pelo vírus para entrar nas células humanas — podem significar que a nova cepa é otimizada para infectar pessoas, ao invés de matar. Isso poderia acelerar o fim da pandemia.

Ele acrescentou que esse movimento está de acordo com a evolução da maioria dos vírus respiratórios e é bom que o coronavírus tenha chegado a esse ponto.
Desde que foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro deste ano, não há relatos de que a Ômicron tenha provocado a forma grave da Covid-19 nem morte nos pacientes que foram diagnosticados com ela. Quem foi infectado pela nova variante, até o momento, apresentou sintomas leves, sem necessidade de internação hospitalar.

As 50 mutações encontradas na Ômicron, das quais a maioria é na proteína Spike, assustaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) — que a classificou como uma variante de preocupação, o nível mais alto de alerta — e os países mundo afora, que restringiram voos vindos do sul do continente africano.

Ainda não há estudos suficientes que comprovem se a Ômicron é capaz ou não de resistir aos anticorpos produzidos pelas vacinas. No entanto, há relatos de pacientes vacinados que tenham contraído a Covid-19 causada pela nova variante.

De acordo com a OMS, tudo indica que a Ômicron seja mais transmissível do que as outras variantes, incluindo a Delta, mas isso ainda não está definido.


*Metro1

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