Whindersson Nunes propõe criação de lei com nome de jovem morta após ser vítima de fake news

Foto: Divulgação

O influenciador e humorista Whindersson Nunes lamentou a morte da jovem Jéssica Canedo, de 22 anos, após a disseminação de uma fake news sobre a existência de um romance entre os dois. 

Em vídeo publicado nas redes sociais, neste último domingo (24), Whinderson sugeriu a criação de uma lei para criminalizar casos similares de divulgação de notícias falsas. “Vou iniciar um movimento para ver se contribui para a gente criar uma lei chamada Jéssica Vitória para aprimorar a legislação brasileira nesse negócio que está acontecendo agora, que é esse jornalismo não oficial. Que isso é muito perigoso. Tem gente que tem muito seguidor e diz que não é uma coisa oficial, mas é uma coisa que impacta de verdade”, disse.

No último sábado (23), Whindersson já havia se pronunciado sobre o caso através de um comunicado da produtora Non Stop. "Estou extremamente triste. Voltei ao dia em que perdi meu filho. Que ninguém passe pela dor de enterrar um filho", disse por meio de sua assessoria.
A estudante Jéssica Vitoria, tornou-se vítima de fake news quando prints de uma conversa falsa com o humorista foram divulgados por perfis de fofoca nas redes sociais. Ambos negaram a autenticidade das conversas, mas a exposição resultou em uma enxurrada de comentários negativos direcionados a Jéssica.

Antes de morrer, Jéssica publicou um texto afirmando que, por causa das fake news, estava sofrendo ataques pela internet. A família dela informou que ela já sofria de depressão.

Posicionamentos
O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, se pronunciou sobre o caso e defendeu a regulamentação das redes sociais. Ele citou a necessidade de responsabilização tanto de quem propaga conteúdos falsos, como das empresas responsáveis pelas redes sociais. 

A morte de Jéssica também foi lamentada pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. Ela afirmou que o caso foi causado pela "irresponsabilidade" de perfis que lucram com a misoginia e a disseminação de mentiras.

O perfil Choquei afirmou em nota que não houve "qualquer irregularidade" nas informações publicadas e as postagens foram feitas com os "dados disponíveis no momento".

*Metro1

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