Juíza concede liberdade ao suspeito de dar calote em bar ao fingir passar mal para não pagar conta de mais de R$ 6 mil

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A juíza Maria Antônia de Faria concedeu liberdade provisória, nesta última segunda-feira (18), ao suspeito de dar calote em um bar de Goiânia ao fingir passar mal para não pagar conta de mais de R$ 6 mil.

A magistrada mandou soltar o suspeito sem o pagamento de fiança de R$ 10 mil, que havia sido determinado há dois dias pela juíza Lívia Vaz da Silva.

O suspeito alegou ser barman e não ter dinheiro para pagar o valor da fiança. Ele foi preso no sábado (16) depois de consumir uísques, gins, cervejas, comer pratos de picanha e camarão com amigos e mulheres em um bar do Setor Marista. Bombeiros foram chamados e descobriram que ele estava fingindo um mal-estar.

"O não recolhimento da fiança, aliada a presunção de miserabilidade em que se encontra o investigado, vez que afirma ser “barman”, além de estar assistido pela Defensoria Pública do Estado de Goiás, demonstram a necessidade de concessão da liberdade provisória sem o recolhimento da referida quantia", escreveu a juíza na decisão.
Ao determinar a soltura do suspeito a magistrada determinou algumas medidas, como:
  • Proibição de frequentar bares para evitar o cometimento de novas infrações;
  • Compromisso de comparecimento a todos os atos e termos do processo;
  • Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar atividades;
  • Dever de recolhimento domiciliar no período noturno nos dias de folga;
  • Proibição de aproximar-se de testemunhas e/ou vítimas para efeito de intimidação.
Calote
Segundo gerente do bar que foi vítima do calote, Rodrigus Vieira, o cliente se apresentou como ex-jogador de futebol e estava com outras pessoas na mesa, mas que foram embora antes dele.

Ao final do dia, a conta ficou em R$ 5,7 mil em produtos, mais 10% da taxa de serviço, fechando em R$ 6,2 mil. Na comanda, havia duas garrafas de uísque de R$ 1,4 mil cada, mais de três de gin importado, além de pratos de picanha e camarão.

O gerente disse que o suspeito começou a passar mal e uma equipe do Corpo de Bombeiros foi chamada para acudi-lo. No entanto, perceberam que ele estava fingindo e o confrontaram, ao que o cliente respondeu que não iria pagar a conta.

O suspeito é investigado por golpes em outros cinco estados. Em cidades do nordeste, ele teria dado calotes de R$ 2 mil e R$ 4 mil.

*G1

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