Governo avalia decretar calamidade para conter alta dos combustíveis

Foto: Divulgação / Palácio do Planalto

Uma ala dos auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (PL) reforça o coro pela adoção de um novo decreto de calamidade, como aconteceu durante a primeira e segunda ondas da pandemia de Covid-19. Agora a justificativa seria a guerra na Ucrânia. A nova situação de calamidade abriria um crédito extraordinário para bancar o subsídio aos combustíveis.

A ideia  conta com o apoio do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que sugeriu usar a melhoria da arrecadação decorrente da alta global de preços para subsidiar temporariamente alimentos e energia. Por sua vez, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não se opõe a esta solução, embora defenda que o governo faz o possível para conter a escalada inflacionária.

Pessoas próximas a Bolsonaro afirmaram à CNN Brasil que a solução é considerada a mais eficaz para tentar segurar a inflação. A medida teria, no entanto, prazo e recursos determinados – até R$ 50 bilhões.
Na segunda-feira (30), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse em entrevista que iria “apertar o governo” por uma decisão em relação a um subsídio para combustíveis. “É importante, todo mundo está fazendo. Todas as petrolíferas, públicas ou privadas, estão fazendo. Os governos dos países mais avançados estão dando subsídios para a alta dos combustíveis, que é um problema mundial”.

*Bahia.ba

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